Recomendamos: Ainda invisíveis?, de Lorena López López

Ainda invisíveis? Narradoras e margens na literatura galega contemporânea, de Lorena López López, é unha obra publicada por Através.

“Em Ainda invisíveis? Narradoras e margens na literatura galega contemporânea, a filóloga e poeta Lorena López explora a escrita de quatro autoras atuais e os pontos cegos dos quais estas se (in)visibilizaram no nosso campo literário. Indo além de rótulos como “literatura feminina” ou “literatura feminista”, atende-se nesta obra às interseções entre género, nação, violência, fantasia… Como indica no seu prólogo Helena González, “Lorena López, no que já foi tese e agora é livro, percorre a obra de [Margarita] Ledo, [Patricia] Janeiro, [Cris] Pavón e [Teresa] Moure para verificar que no ponto cego há modelos ficcionais, personagens marcadas pela sexualidade e pelo género, representações da nação e conceções autorais que dialogam com as práticas de resistência cultural deste presente. Nenhuma escritora é igual à outra e, no entanto, todas compartilham um foco claro na ideologia e na forma literária”.”

Recomendamos: O povo improvisador, de Séchu Sende

O povo improvisador, de Séchu Sende, é un libro publicado por Através.

“Este livro está escrito mas fala de poesia oral. Fala de mistérios, aventuras e curiosidades do repente galego, um mundo cheio de oportunidades para mudar a realidade do século XXI com as vozes, as músicas e as palavras do povo. Improvisar implica abrir caminhos novos, fugir dos tópicos, com criatividade e rebeldia. Porque se fizeres o que sempre fizeste, terás o que sempre tiveste. Este livro fala sobre umha capacidade que todas as pessoas possuímos e podemos desenvolver: a poesia. O povo improvisador é umha reivindicaçom de que tu também podes ser regueifeira. O povo improvisador transmite energia para mudar o mundo através das palavras.”

Recomendamos: O feitiço das línguas, de Carlos Taibo

O feitiço das línguas é un libro de Carlos Taibo, publicado por Através.

“Com O Feitiço das Línguas, Carlos Taibo mistura alhos com bugalhos, com elegância e erudição, ao enlear sem dó o género literário da Autobiografia com o ramo da Linguística, num apaixonante relato contado com engenho e grandes doses de humor. Se, como arma a Linguística moderna, a língua não é apenas um simples sistema de regras mas uma instituição sociocultural constitutiva da nossa identidade individual e coletiva, com certeza não há melhor modo de o materializar do que escrevendo um livro como este.”

Recomendamos: 1928 km, de Óscar Senra Gómez

1928 km, de Óscar Senra Gómez, é un libro publicado por Através Editora.

“Ao estilo de um roadmovie, em 1928 km acompanhamos Elisa e Amália de Vedra até Bruxelas. Uma viagem de ida e volta que supom o retorno das protagonistas de Sete dias com Elisa, e que marcará para sempre as suas vidas.
“Elisa suspira e fecha os olhos com força dous segundos ao mesmo tempo que aperta o volante com todas as suas forças. Deseja desesperadamente um cigarro, mas não quer desperdiçar nem uma pinga de gasolina parando o carro. Levanta um pouco o pé do acelerador e baixa até aos 50 km/h. Agripina desliza suave pola estrada sem esforço, e Elisa segue o seu exemplo, deixa fluir as palavras, sem saber onde a levarám.””

Recomendamos: Como não ser, tranquilamente, human@s. Técnica e política da Antiguidade à era neoliberal, de Rebeca Baceiredo

Como não ser, tranquilamente, human@s. Técnica e política da Antiguidade à era neoliberal, de Rebeca Baceiredo, é unha obra publicada por Através.

Como não ser, tranquilamente, human@s. Técnica e política da Antiguidade à era neoliberal procura a relação entre a concepção da técnica, o antropocentrismo e o pacto social, que envolve, não só o âmbito deliberativo da constituição da cidadania, referente ao logos, mas a distribuição de funções, quer dizer, o trabalho.
Se numa origem a técnica era concebida como pré-humana, posteriormente passa a ser entendida como uma capacidade do antropos, inaugurando o humanismo. Porém, na atualidade, a tecnologia e tecnociência, mesmo com capacidade para alterar a própria ontologia, parecem tornar-se algo autónomo, alheio ao humano. Porém, não faz mais parte do pensamento cósmico antigo (Nous), mas da estrutura produtiva do capitalismo, que naturaliza os processos do humanismo e permanece ancorado no niilismo negativo e reativo dos últimos humanos.”

Pode lerse o prólogo aquí.

Recomendamos: História da Dança Contemporânea na Galiza, de Afonso Becerra de Becerreá

História da Dança Contemporânea na Galiza, de Afonso Becerra de Becerreá, é unha obra publicada por Através.

“Eis a primeira história da dança na Galiza. Um exercício de recuperação parcial da memória de uma das artes mais efémeras e difíceis de narrar, desde os seus primórdios até 2020, com o foco no seu período de eclosão e esplendor.
Contar a dança não é uma tarefa simples, para não dizer impossível, mas, como tudo o que é imprescindível na vida, necessita de ser contada. Ninguém poderia conceber uma vida sem dança, e também não se pode conceber uma cultura sem a arte da dança. Aliás, escrever a sua história é um exercício de justiça para com as heroínas e heróis que decidiram dedicar-lhe a vida, num contexto de extrema dificuldade. Nesta história, centramo-nos na dança contemporânea, que é a mais livre e heterodoxa de todas as modalidades e estilos. Aquela que, portanto, melhor de expressar a criatividade de um povo. A galega é especialmente poemática, dentro de um efervescente ecletismo.Quer mais concetual, quer mais acrobática e circense ou com o pé no tradicional, a dança contemporânea galega nunca renuncia ao existencial e à ligação à terra. Habituada ao adverso, o seu vitalismo é irredutível.”

Recomendamos: E continuaremos a contar, de Paula Carballeira

E continuaremos a contar, de Paula Carballeira, é unha obra publicada por Através Editora.

““O que contamos reescreve-nos, permanentemente. Assim, vamos preparando o tempo que há-de vir, quase sempre incrédulos com a metamorfose que é a vida. Contamos, porque a isso estamos obrigados, pela nossa natureza narrante, pela nossa condição de ‘animal imaginário’, por compreendermos a finitude dos dias, pela inquietação de sabermos que, um dia, seremos apenas as histórias que contámos.” – Cristina Taquelim.”

Recomendamos: A tribo que conserva o lume, de Teresa Moure

A tribo que conserva o lume, de Teresa Moure, é o nova obra narrativa da autora, publicado por Através.

“Mas os dias não existem, somos nós a dar-lhes sentido, a considerar que o planeta roda como um relógio imenso, só para nós.Quem matou Thomas Dinger? Era um aventureiro sem palavra? Um professor da Universidade de Ann Arbor? Um colaborador dos serviços de inteligência americana? Um anarcoprimitivista? Poderemos saber quem foi realmente esse homem que apareceu morto na sua casa no Michigan? Cinco anos depois do seu passamento e devido a reiteradas mortes de linguistas em todo o mundo, duas mulheres envolvem-se em investigações paralelas com consequências imprevisíveis.”

Recomendamos: Ricardo Carvalho Calero. Coraçom de Terra

Ricardo Carvalho Calero. Coraçom de Terra, de Iván Suárez (deseños), Xico Paradelo, Irene Veiga e Carlos Rafael Ramos (roteiro), é un libro de banda deseñada publicado por Demo Editorial e Através Editora.

“Banda Desenhada alicerçada em vários itens da biografia de Ricardo Carvalho Calero: a infância em Ferrol, os estudos universitários em Compostela, a Guerra do 36, a docência em Lugo no Colégio Fingoi, catedrático na USC e a eclosão do reintegracionismo. Tudo orquestrado de forma a mostrar os problemas da situação cultural, linguística e política do país ao longo do século XX e do estado de cousas na atualidade.
A obra arranca em Lisboa, 1996, numha realidade alternativa. Durante o ato de fundaçom da Comunidade dos Países de Língua Portugyesa, Ricardo Carvalho Calero, representante da Galiza e um dos principais intelectuais do galeguismo, imagina, momentos antes de tomar a palavra, como teria sido a sua história e a da sua Terra se o passado tivesse acontecido de umha forma diferente.”

Recomendamos: Português do Brasil. O galego tropical, de Diego Bernal Rico

Português do Brasil. O galego tropical, de Diego Bernal Rico, é un libro publicado por Através Editora.

““Fazia falta um livro como este, que falasse do português brasileiro olhando-o por baixo, por dentro, partindo da vivência da língua, com os seus cheiros e sabores, na confusão das cidades, no escurinho do cinema e com a poeira as ruas. Diego Bernal, após anos morando no Brasil e em Portugal, faz isso de maneira admirável, com a prosa leve e uma sensibilidade afiada. O seu olhar descortina as relações entre o galego e o português brasileiro, como duas pontas de um sistema linguístico histórico, nas palavras mais cotidianas, na topinímia, nas formas de nomear” (Xoán Lagares).
Diego Bernal Rico (Lugo, 1982) É mestre em Filologia Galega pola Universidade da Corunha e pós-graduado em Ensino do Português pola Universidade Nova de Lisboa. Deu aulas em várias universidades do Brasil e Portugal e na atualidade é professor de galego na EOI Jesús Maestro de Madrid. É autor do conto A estória do Apalpador, o carvoeiro mágico do Courel e dos livros sobre língua Remédios para o galego, Dicionário visual Através e Português do Brasil. O galego tropical.”