Recomendamos: A tribo que conserva o lume, de Teresa Moure

A tribo que conserva o lume, de Teresa Moure, é o nova obra narrativa da autora, publicado por Através.

“Mas os dias não existem, somos nós a dar-lhes sentido, a considerar que o planeta roda como um relógio imenso, só para nós.Quem matou Thomas Dinger? Era um aventureiro sem palavra? Um professor da Universidade de Ann Arbor? Um colaborador dos serviços de inteligência americana? Um anarcoprimitivista? Poderemos saber quem foi realmente esse homem que apareceu morto na sua casa no Michigan? Cinco anos depois do seu passamento e devido a reiteradas mortes de linguistas em todo o mundo, duas mulheres envolvem-se em investigações paralelas com consequências imprevisíveis.”

Recomendamos: Entre donas, de varias autoras

Entre donas, de varias autoras, é unha obra colectiva publicada por Baía Edicións.

“Temos nesta obra dez relatos doutras tantas escritoras galegas actuais, diversas en estilo narrativo, experiencias, recoñecemento e noutros moitos aspectos vitais, pero que coinciden en tomar a palabra e falar con voz propia, colocando as mulleres no centro da historia.
En palabras recollidas do Epílogo de Ana Luisa Bouza:
“Non hai que confundir a realidade co desexo dos homes”, recoméndanos un dos relatos desta obra colectiva. Non hai que confundir a literatura coa ollada masculina. A simple acción de escribir, de pasar de lectora a autora, de decorado a protagonista, cambia a literatura porque cambia o punto de vista. Mais este cambio faise radical cando a escrita é feminista. Se ollamos alén da aparente banalidade da escrita de ficción, podémonos facer unha idea da importancia do “relato dos relatos” na socialización, na construción, destrución e cambio de estereotipos de toda caste, incluídos os de xénero.”

Recomendamos: Veredevere, de Guilherme e Bastardo

Veredevere, dVeredevere Guilherme e Bastardoe Guilherme e Bastardo, é un libro de 56 páxinas e CD con 12 temas, publicado por Axóuxere. Ten un prólogo de Teresa Moure e deseños de Séchu Sende.

“Este é o primeiro traballo de Guilherme e Bastardo, unha banda por definición heterodoxa e cuxo pulo fundacional é a hibridación de linguaxes e estilos, mais, por riba de todo, Veredevere é unha travesía utópica desde a música, a literatura e a visualidade, que integra o traballo de moitas persoas procedentes de diferentes ámbitos e se sintetiza nun fermoso libro-obxecto de feitura artesanal, con cuberta serigrafiada, e un cd de músicas que percorre ámbitos tan amplos como extensa é a viaxe que a súa escoita propicia.
No libro-cd poderedes atopar, alén das músicas e textos de Guilherme e Bastardo —que navegan entre o canto tradicional revisitado, a world music, o postpunk e a electrónica libertaria—, as colaboracións de Séchu Sende, Teresa Moure, Najla Shami, Mig Seoane e outr@s moit@s que fixeron parte desta común singradura, asi como as palabras musicadas de, Raida Rodríguez, Xelís de Toro, Márcio-André, Álvaro Cunqueiro, Celso Emilio Ferreiro ou Arthur Rimbaud.”

Aquí podedes escoitar a súa música no Soundcloud.

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Presentación de Politicamente incorreta e Eu violei o lobo feroz, de Teresa Moure, o 18 de xuño

A cuarta feira, mércores, 18 de xuño, ás 20:00 horas, na Biblioteca da Asociación de Veciñ@s Atochas-Monte Alto (Campo de Marte, s/n), en colaboración con esta Libraría, Teresa Moure presenta Politicamente incorreta. Ensaios para um tempo de pressas e Eu violei o lobo feroz, publicados en Através Editora. No acto, xunto á autora, participa Ramiro Torres.

Eu violei o Lobo Feroz é o primeiro livro de poemas de Teresa Moure. Uma singular Capuchinho Vermelho reconstrói e constrói a sua historia e identidade através de confissões quando é retida por terrorismo ecológico.

Este livro, que ainda não é,
nasce duma ferida
comprida e profunda,
duma fenda escura e húmida
nos calabouços duma prisão do estado
repressor.

Este livro, que ainda não é,
nasce duma ferida palpitante,
da dor imensa de ver-me desamparada
logo de tantas ideias libertadoras
que pulam, aí onde estais, fora destes muros,
nas ruas, nos antros mal ventilados
que não se conformam com o ar assético da democracia

Mas, sobretudo, este livro
nasce duma ferida
carnosa e suave
que ciclicamente sangra
e que levo aberta
entre as pernas.

Uma mulher é politicamente incorreta quando diz o que não se espera dela e, ainda mais, quando pronuncia uma verdade não admitida pela opinião pública, pelo felizmente acordado no consenso social. Se alguém −é apenas um exemplo− insinuar que os poderes eleitos nem sempre nos representam ou que é preciso dedicar-se a sabotar as instituições, ou confiscar as igrejas para torná-las centros sociais, adota uma atitude subversiva que não encaixa no relato admitido pelos meios de in-comunicação. Nessa atitude rebelde lateja o desacato: para o modelo conservador, com as suas hierarquias e os seus interesses inconfessáveis, mas também para os pensamentos supostamente avançados, que se conformam com pôr remendos a um mundo que deve ser reduzido a cinzas. A politicamente incorreta é pessoa incómoda, pode assumir-se. Se atuar assim, desta maneira selvagem e provocadora, é porque acha um prazer inusitado em meter o dedo no olho a quem enunciar verdades que devem ser aceites e repetidas até a saciedade numa realidade em perpétuo fluxo. Esse prazer, como todos, é dissidente. Ameaça. Procura exercer uma crítica radical contra o poder. Procura algo mais formoso do que o poder: a autenticidade.